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    “É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.” (Clarice Lispector)
 
Dias de Praia por GeSa em 24 de Janeiro de 2003
1º Dia: um verdadeiro vendaval pegou as pessoas desprevenidas e assim começou a corrida maluca atrás dos guarda-sóis fugitivos - estava tudo muito engraçado, até que num momento de distração: BOOOMMM; um deles me acertou bem em cheio! 
2º Dia: a Família Adams se aloja ao meu lado e resolve fazer amizade, só pra variar resolvi ser simpática… Foi interessante observar quatro gerações de mulheres fazendo fio-dental para queimar as buzanfas, uma delas, inclusive, espalhou margarina por todo o corpo para ajudar no bronzeado (mas hein??! Depois ainda dizem que eu que tenho idéias estranhas) 
3º Dia: cansada de esperar passivamente que o “Carro do Picolé” parasse na frente da minha porta, resolvi correr atrás dele (afinal de contas 9 picolés por 2 reáus é uma bagatela!). Armada com um recipiente plástico em uma das mãos e várias moedas na outra, ao avistar o carro saí apressada em busca dos tão desejados picolés, era um bom plano… só não funcionou porque no caminho tinha uma pedra traiçoeira que me derrubou!!
O divertido foi ser socorrida por um velhinho que ao tentar me ajudar a levantar dizia para seu neto: “- Acode aqui Fulaninho, não tas vendo que a menina está tendo um ataque de riso”; quando consegui parar de rir, o menino já havia catado todas as minhas moedas e a cumbuca plástica.
Voltei frustrada para casa, mas com uma sensação gostosa por te sido ajudada por estranhos - infelizmente a sensação durou só até eu contar as moedas e perceber que havia sido lesada em 0,75 centavos (tsc tsc). 
4º Dia: Estava tentando imaginar o que exatamente faz uma pessoa entrar no mar bem em frente a bandeira que diz “Mar Ruim”, nesse momento reparei num indivíduo se debatendo na água (tava se afogando), e para melhorar a situação, apareceu mais um espertinho, para salvar o infeliz… Resultado?? Os pobres salva-vidas tiveram trabalho dobrado, inclusive o segundo, metido a super-man, recebeu até respiração boca-a-boca! 
Nossa!! Quanta coisa… ufas… alguém leu tudo isso?

Por que? por GeSa em 20 de Janeiro de 2003

Durante muito tempo tive nele muito mais que um amigo, um verdadeiro irmão…
A vida nos separou: estudo, trabalho, amigos…
Soube que ele está doente, os médicos lhe dão seis meses de vida…
Não consigo entender!
Essa maldita sentença não para de ecoar dentro da minha cabeça…
Apenas seis meses de vida…
Seis meses de vida…
De vida…

Vida de Turista por GeSa em 12 de Janeiro de 2003
Como eu sou pobre mesmo, e nem conheço direito o Estado onde moro, fui dar uma de turista nas cidades vizinhas!
Passeio de barco, ahh… que maravilha, todo aquele povo de tantos lugares diferentes unidos pelo mesmo objetivo: ver golfinhos!
E eles apareceram, belos e saltitantes (a natureza é mesmo deslumbrante), aliás, interessantes também são os seres humanos, estávamos rodeados por cerca de 100 golfinhos e ainda assim foi aquela gritaria: “Olhaaaaa o Golfinho!” ou “Ohhhh o Golfinho!” (como se fosse possível não vê-los)!
Adoro crianças, mas juro que tive vontade de afogar uma nesse dia, justifico: berrinhos histéricos, gases fedorentos, trezentos pisões no pé, e acreditem a criaturinha enfiou seus dedinhos roliços com unhas pontiagudas na minha tatoo e perguntou “é de verdade Tia?”, a minha resposta? “- Não é de chiclete! E eu não sou tua tia!!” Grrrrr
Parada no Forte da Ilha de Anhatomirim, construção da época do Brasil Império, com calabouço, paredão de fuzilamento, canhões e árvore de enforcamento, tudo regado com uma beleza natural invejável, além de muitas lendas, é claro!
Quem tiver a oportunidade, vale a pena conhecer!

Reveillon por GeSa em 2 de Janeiro de 2003
A grande maioria segue a tradição:
Roupa branca, fartura na mesa, sete pulinhos nas ondas do mar, pedidos para o ano novo, as mais diversas simpatias e oferendas para todos os gostos (ou seriam santos?)!
Garanto que ninguém esqueceu de pedir “amor, saúde, paz e dinheiro” para si próprio! Na verdade deveríamos olhar além de nossos valiosos umbigos para percebemos um pouco do sofrimento do outro, que não tem uma moradia descente, um emprego ou se quer algo para comer, espero que 2003 seja um ano que traga muita PAZ a nível mundial e muita PROSPERIDADE para nosso decadente país!!!