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    “É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.” (Clarice Lispector)
 
Uma parada no tempo por GeSa em 29 de Outubro de 2005
Bem, acho que todos sabem como eu gosto de ler…
Dia desses, enquanto lia um texto da Especialização, algo muito estranho aconteceu:
O tempo parou - tudo ficou suspenso: pessoas, relações, sentimentos - foi como se a Terra tivesse deixado de girar, e acreditem, até mesmo os ponteiros do relógio ficaram imóveis!
O texto era mais um, destes tantos que eu leio, que falam sobre as pessoas e suas dificuldades…
Talvez tenha sido o silêncio, a solidão ou apenas minha mente me pregando uma peça;
Não tive medo, mas fiquei assustada e num piscar de olhos tudo voltou: os sons, as cores, as formas, o movimento e a vontade de escrever!
Sempre quis que o tempo parasse nos momentos mais felizes da minha vida, mas ele nunca parou;
E agora, num dia qualquer quando ele finalmente pára, eu fico imóvel, com os olhos arregalados, a boca seca e o coração acelerado… sem fazer nada, além de flutuar no paradoxo de ser e estar presente na ausência.