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    “É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.” (Clarice Lispector)
 
Palavras de Presente por GeSa em 25 de Fevereiro de 2006
As palavras são mágicas, capazes de eternizar momentos e sentimentos. Em mim elas exercem um estranho poder, ecoam bem fundo em minha alma e me transformam, me inspiram e me fazem transbordar de sentimentos que nada mais são que um grito silencioso de exaltação a vida.
O texto abaixo foi um presente de uma grande amiga, além de me emocionar ao lê-lo, ele me fez sentir ainda mais amada e feliz!
Fiquei sabendo hoje que você se casará no dia 27 de maio do ano de 2006 .
No minuto seguinte de que soube a notícia fiquei imaginando você vestida de noiva.
Com certeza, usando o vestido que você escolheu detalhadamente…
Os raios de luz emanando de você. Uma flor amarela, luminosa, radiante, grande, vistosa, abençoada…
Imagino quais sejam as sensações de casar. Só imagino porque o momento é você quem está vivendo e todas as sensações aflorando…
Delicada mulher expondo sua beleza de ser amada devidamente como Deus sempre quis. Acredito sempre no dedo de Deus…
Flor amarela, vestida de noiva, cheia de luz, linda amiga: sou feliz por saber e viver sua felicidade. Que esta felicidade seja infinita. Infinita troca de sorrisos entre o casal, infinita troca de gargalhadas, suspiros, sonhos, vida!
Amo você amiga!
Beijos, Dé.
, também te amo amiga! Pessoas especiais como vc fazem a vida valer  a pena!
Muito Obrigada!!!

Conquista de Amor por GeSa em 21 de Fevereiro de 2006
Ele não chegou montado em um cavalo branco e também  não foi amor a primeira vista, aliás, ela nem acreditava em amor quando tudo começou.
Dia após dia, ele a conquistou: ficando ao seu lado, respeitando, sorrindo, cuidando, dizendo “eu te adoro” quando queria dizer “eu te amo”.
As vezes ela duvidava e até mesmo pensou em desistir, mas ele foi forte e soube lutar por seu amor.
Foi acima de tudo um grande amigo, mas também, um belo amante e bom companheiro… e finalmente conseguiu: conquistou o coração dela. Conquistou de tal forma que o amor durará eternamente!
PS: Eu vou casaaaaaarrrrr!!


Enquanto isso no MSN por GeSa em 11 de Fevereiro de 2006

GeSa: Mas por onde eu caminhei levarei teu olhar e para onde tu fores levaras minha dor (Pablo Neruda)
SCHERER: isso é uma praga?
GeSa: não, isso é poesia
GeSa: Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros. (Clarisse Lispector)
SCHERER: humm, confuso
SCHERER: Eu, como você… amo uma frase de duplo sentido.
GeSa: hum…
SCHERER: agora eu sou alpinista, só o cume interessa…
GeSa:  tá caindo o nivel
GeSa: aliás… isso daria um belo post
SCHERER: escreve lá
GeSa: eu recito pra ti Pablo Neruda e Clarice Lispector e tu recita pra mim frases de para-choque de caminhão de gosto duvidoso
SCHERER: humilha!
GeSa:  hehe
SCHERER: Eu vou perdoar você por este post que irás escrever, afinal, quantas vezes eu fiz besteira e você passou a mão na minha cabeça, né!?
GeSa: essas frases me deixam confusa, nunca entendo direito
SCHERER: tá vendo, não sou só eu que não entendo as coisas
GeSa: é que apesar das diferenças nascemos um pro outro
SCHERER:  G, te considero pra caramba.. e como!!

Quando a Vontade vira Necessidade por GeSa em 4 de Fevereiro de 2006
Era segunda-feira de manhã e resolvi aproveitar a carona dele para ir ao centro de Floripa fazer umas comprinhas.
Na volta, carregada de sacolas aconteceu o seguinte incidente:
Caminhava apressada, havia pouco movimento, as pessoas, assim como eu, andavam na calçada procurando um pouco de frescor na sombra.
Estava muito quente e a unica coisa em que conseguia pensar era na chuva, na praia, em água. Queria chegar em casa rapido, cada milimetro do meu corpo estava seco, me sentia como um planta precisando ser regada. Banho, esse era o nome da minha vontade.
Foi então que tive que diminuir o passo, na minha frente estava um casal de velhinhos. Fiquei maravilhada: estavam de mãos dadas, tinham cabelos brancos, ritmo lento e roupas que pareciam do século passado. Instantaneamente esqueci do banho e fiquei encantada, imaginando a vida que levaram juntos, as alegrias e tristezas que devem ter vivido, os filhos, netos, talves bisnetos…
Repentinamente meus pensamento foram interrompidos por um som abafado, o senhorzinho tossia, tossia e tossia: Uma tosse feia, doída.
Num instante me lembrei que aquele poderia ser um anuncio do fim de uma vida, que sua companheira ficaria sozinha e me entristeci por ela.
Como a tosse não cessou e não consegui evitar a tristeza, resolvi ultrapassa-los bem de pertinho para poder olhar para tras, ver seus rostinhos enrrugados e voltar a pensar no banho que tomaria em casa.
Quando estava praticamente ao seu lado a tosse ficou mais aguda e rapidamente grave o que culminou com uma escarrada em direção ao chão e pude sentir em minhas canelas pequenas goticulas mornas e molhadas.
E a vontade transformou-se em necessidade, agora mais do que nunca, precisava de um banho URGENTE!!!