Instantes antes do Jogo do Brasil, onibus lotado, todos com muuuiiitaaa pressa para chegar em casa, era preciso fazer um malabarismo para percorrer o apertado corredor que ia até a porta de saida.
De oculos escuros, jeans, tamancos e algumas sacolas olhou friamente o aglomerado de pessoas, respirou fundo e iniciou o percurso temendo não conseguir conclui-lo antes da parada…
Entre um “dá licença” e outro, pequenos chegas-pra-lá e diversos apertos, sentiu que seu pé esquerdo ficou preso em algo no caminho, antes mesmo que pudesse olhar o que estava acontecendo o onibus freia bruscamente e ela é lançada para frente e para tras junto com a multidão.
Ficou aliviada por não ter caído, porém, percebeu que havia algo errado e quase imediatamente descobriu que ele havia desaparecido… quando o pé se soltou o tamanco ficou perdido em meio a dezenas de pés desconhecidos.
Desesperada começou a procura-lo sem sucesso, pensou em gritar “alguém viu um tamanco avulso??”, imaginou-se andando na rua e chegando em casa com um pé descalço, táfundo-táraso-táfundo-táraso, imaginou também seu tamanco sozinho: perdido ou fugido?…Praticamente quando havia desistido, sentiu um cutucão: um velhinho que estava sentado apontou para o dito, virado, embaixo de um banco. Ainda estava quente quando voltou para o pé que saiu pisando firme.
Foi impossivel controlar o riso, mesmo a caminho de casa… possivelmente quem a viu, achou estranho alguém rindo descontroladamente sozinha, mas ela sabia: havia perdido seu tamanco no onibus, sua vida era uma comédia!
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Quando criança fui criada no meio de galinhas, patos, passaros e afins…
Havia um viveiro gigantesco cheio das mais variadas especies de passaros, gostava de sentar em frente e ficar observando.
Era tão bonito, passarinhos coloridos de todos os tamanhos, iam de um puleiro para outro cantando alegremente melodias diferentes.
Devia ter uns 7 anos quando acidentalmente deixei um deles fugir: Ele sobrevoou o quintal, pousou num galho baixo de uma arvore proxima, olhou assustado ao redor e voou novamente em direção ao viveiro, debatendo-se desesperadamente na tela para entrar novamente. Meu irmão evidentemente colocou-o de volta no viveiro… mas eu nunca me esqueci daquilo e durante muito tempo também não consegui entender…
Não, não se trata de liberdade, trata-se de consciencia:
É que viver com consciencia é muito mais complicado! Se sofrido ou se divertido isso é apenas uma questão de escolha.
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Ah… a vida de casada!
Ter o seu canto, dormir a acordar nos braços dele!!
Não fosse por alguns pequenos incidentes, diria até que nasci para ser Dona de Casa, antes que alguém pergunte ao falar de incedentes refiro-me a fatos como na primeira semana ter 7 dos 10 dedos das minhas mãos cortados… inclusive no polegar da mão direita havia uns 12 micro-cortes, e eu ainda me pergunto: porque afinal fazem facas tão afiadas?? Ou eu ter feito um bife flambado sem-querer e quase ter colocado fogo na casa, juro que a labareda foi maior do que eu (o que nem é tão dificil assim)!
Andei fazendo também algumas outras constatações, como por exemplo que não existe um meio termo: ou é sem sal, ou é salgado demais - êta coisa complexa - e que não existe nada que eu odeie mais do que LIMPAR BANHEIRO!
Ah! Eu adoro eletrodomésticos, passei horas lendo manuais de tudo quanto é tipo de coisas: cafeteira, batedeira, liquidificador, aspirador, secadora de roupas e ferro para passa-las, microondas, forno eletrico, mix, torradeira, sanduicheira, churrasqueira, panificadora e maquina de lavar roupas… falando nisso: - Quem inventou a máquina de lavar roupas? Sou fã desse cara!
Ok, já chega de diário de uma recem-casada-inexperiente!
Logo, logo eu volto!
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