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    “É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.” (Clarice Lispector)
 
Enquanto isso no MSN por GeSa em 11 de Fevereiro de 2006

GeSa: Mas por onde eu caminhei levarei teu olhar e para onde tu fores levaras minha dor (Pablo Neruda)
SCHERER: isso é uma praga?
GeSa: não, isso é poesia
GeSa: Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros. (Clarisse Lispector)
SCHERER: humm, confuso
SCHERER: Eu, como você… amo uma frase de duplo sentido.
GeSa: hum…
SCHERER: agora eu sou alpinista, só o cume interessa…
GeSa:  tá caindo o nivel
GeSa: aliás… isso daria um belo post
SCHERER: escreve lá
GeSa: eu recito pra ti Pablo Neruda e Clarice Lispector e tu recita pra mim frases de para-choque de caminhão de gosto duvidoso
SCHERER: humilha!
GeSa:  hehe
SCHERER: Eu vou perdoar você por este post que irás escrever, afinal, quantas vezes eu fiz besteira e você passou a mão na minha cabeça, né!?
GeSa: essas frases me deixam confusa, nunca entendo direito
SCHERER: tá vendo, não sou só eu que não entendo as coisas
GeSa: é que apesar das diferenças nascemos um pro outro
SCHERER:  G, te considero pra caramba.. e como!!

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